Rodrigo Amaral Rocha
Arquiteto e urbanista formado pela Escola da Cidade (2011), com intercâmbio na Universidade de Los Andes, em Bogotá. Com uma trajetória de quase uma década na Austrália, atuou como construtor de taipa de pilão na Olnee Constructions, como arquiteto projetista e administrador de obras na Earth House Australia, além de integrar o escritório Steffen Welsch Architects, especializado em arquitetura sustentável em Melbourne.
Hoje, Rodrigo dedica-se à arquitetura e construção com terra no Brasil por meio da GOYA Arquitetura, onde desenvolve projetos, consultorias e obras em taipa de pilão e outras técnicas que têm a terra como protagonista. É também vice-presidente da Associação Casa Floresta, núcleo de ação e pesquisa voltado à floresta e aos povos originários.
A taipa de pilão é uma das técnicas mais antigas e robustas da construção com terra. Compactada em formas de madeira (taipais), a terra se transforma em paredes estruturais de grande beleza, durabilidade e conforto térmico. Trazendo inovação e atualização de um sistema construtivo ancestral e amplamente utilizado na arquitetura mundial, busca-se incentivar a aplicação desta técnica na construção civíl contempôranea.
Nesta oficina de 3 dias no TIBÁ, vamos aprender e praticar a taipa de pilão contemporânea com Rodrigo Rocha (Goya arquitetura). Serão compartilhados todos os processos construtivos desde a seleção de solos, mistura ideal, montagem de formas, compactação e manutenção, assim como, detalhes de forma, juntas de montagem, detalhes e reforços estruturais, detalhes elétricos e conexões com elementos metálicos, concreto e madeira.
Nosso desafio durante curso será construir uma pequena estrutura autônoma – um banheiro seco (Bason) com três paredes de taipa, cobertura leve e integração com o sistema de saneamento ecológico do TIBÁ. A oficina é voltada para arquitetos, engenheiros, construtores, estudantes e entusiastas da bioconstrução que desejam dominar a técnica da taipa de pilão em um ambiente prático e participativo. Não é necessário experiência prévia – apenas vontade de aprender.