Johan van Lengen nasceu em 1930 na cidade de Amsterdã, Holanda. Após terminar o colegial e realizar o serviço militar, imigrou para o Equador e lá passou por uma série de aventuras, onde ensinou judô em Guayaquil.  Adorando desenhar, deu início sua carreira na arquitetura tornando-se um projetista aprendiz no escritório do renomado arquiteto Guillermo Cubillo.

Um ano depois partiu para Toronto, Canadá, e entrou na universidade local para estudar arquitetura. Sempre tivera um ótimo senso de humor e adorava pregar peças nos professores, porém as pegadinhas não duraram muito e no término de dois anos fôra expulso do curso. E não por acaso, mas pelo seu talento e criatividade, foi convidado a frequentar um outro curso de arquitetura pela Universidade de Oregon onde se formou um ano depois.

Após formado, começou a trabalhar em Honolulu e Chicago como planejador e projetista, até que pudesse financiar sua passagem de navio cargueiro para o Rio de Janeiro, visando trabalhar em Brasília. Mas como não teve boas oportunidades na atual capital do Brasil, se estabeleceu no Rio, onde descobriu a alegria de ser um arquiteto aprendendo e trabalhando no escritório do famoso Sergio Bernardes. É claro, não demorou muito para se apaixonar pela garota de Ipanema. Casou-se com Rose, e logo em seguida foi para California. 

Em São Francisco se deparou com a sociedade em mudanças radicais, muitas vezes referido como o "movimento hippy”… eles logo encontraram um novo lar. Johan van Lengen trabalhou em diversos escritórios produzindo diferentes projetos, como prédios, hospitais, universidades, etc, e já com muita experiência como arquiteto, encontrou um desafio maior na sua carreira, foi em um "think tank" com um grupo do escritório de Arthur D. Little, que criou um programa para projetar arquitetura, usando os primeiros computadores produzidos, chamado "Relate". 

No entanto, os trópicos estavam-no chamando, e junto da família, agora com dois filhos, regressaram ao Rio de Janeiro. Depois de elaborar o plano piloto de Manaus, e trabalhando em vários projetos na Amazônia, Johan foi convidado para produzir pesquisas de energia solar na Universidade de Campinas, em São Paulo. Onde realizou estudos e desenvolveu trabalhos sobre arquitetura Indígena brasileira. Enquanto isso, participou de um projeto habitacional em Salvador, Bahia, que mudou profundamente sua visão sobre o papel do arquiteto, ajudando as pessoas a projetar e construir seu próprio ambiente.

Depois foi enviado ao México pela Organização das Nações Unidas, para trabalhar no projeto de assentamentos humanos, ali escreveu e ilustrou "O Manual do Arquiteto Descalço". Oito anos mais tarde, a família voltou ao Rio, depois de ter viajado pela Europa e Ásia.

A fim de promover a idéia de "comunidades auto-sustentáveis", Rose e Johan criaram um centro de ensino, que hoje em dia é conhecido como Tibá: Instituto de Tecnologia Intuitiva e Bio-Arquitectura. Johan continua ensinando e escrevendo livros sobre a metodologia de projetar arquitetura.

“TLAYOLTEHUANI” ......alguém que usa seu coração para tornar as coisas divinas.
— palavra no idioma Náhuatl, dos Aztecas